quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Historia das Fettuccine Alfredo

Fettuccine Alfredo





Acho que em Roma não há nenhuma pessoa que não conhece este prato. E a maioria sabe come nasceu. Quero compartilhar com vocês a historia desse prato bem simples e muito saboroso.

Hoje muitos cozinheiros e Chefes usam a creme de leite pra tornar o prato mais sofisticado e mais leve, a salsinha para dar cor; alguns colocam também o alho.  

Eu relatei, para um homenagem a ele, a receita original de Alfredo Di Lelio. 

Alfredo trabalhou desde menino no pequeno restaurante aberto por sua mãe Angelina, na Praça Rosa, mas apenas em 1908 inventa o fettuccine, que mais tarde se tornaram famosas em todo o mundo.

Para dar um tônico natural a sua esposa Ines, prostrada após o parto Alfredo inventou esse prato feito só com muita manteiga e muito queijo parmesão.

As fettuccine foram um prato de sucesso familiar antes de se tornar o prato que fez de Alfredo Di Lelio uma pessoa famosa o prato foi chamado simplesmente "Fettuccine Alfredo". 

Alfredo abriu em 1914, na Via della Scrofa, para depois vender o restaurante após a guerra. 

Em 1950, ele abriu com seu filho Armando o restaurante "Il Vero Alfredo", na Piazza Augusto Imperatore, e aqui que o prato vai tornar famoso e voa da outra parte do Atlantico. 

Em Piazza Augusto Imperatore ainda hoje vocês pode comer as famosas Fettuccine Alfredo na versão original.

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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Limoncello



Limoncello 

É um dos licores italianos por excelência, geralmente servido no final da refeição, como digestivo. 

O mais famoso é produzido na costa de Amalfi, em Sorrento e na ilha de Capri. Os componentes são simples: álcool, limão "amalfitano" e açúcar, a cor é amarelo brilhante, mas pode variar se for produzido artesanalmente (dependendo dos limões), o teor de álcool ideal é entre 35 e 50 Vol., geralmente os artesãos são os mais fortes. 

Existem variações: a calabresa, menos doce e com um sabor apimentado, dada pela adição de pimenta calabresa clássica; o da Ligúria, com o uso exclusivo de limões provenientes da Riviera delle Palme ou Cinque Terre.


O nascimento, como muitas coisas, é controverso, alguns afirmam que a receita foi dada diretamente por Zeus (Júpiter) a um homem cujo nome é desconhecido; outros argumentam que os pescadores, já na era da invasão dos sarracenos, beberam o licor para se aquecer nas manhãs frias, outros, no entanto, acreditam que a receita nasceu dentro de um mosteiro para deleitar os frades entre uma oração e outra. 

Uma  versão, talvez a mais verdadeira, no início dos anos 1900, em uma pequena pousada na Ilha Azul, onde a Sra. Maria Antonia Farace cuidava de um luxuriante jardim de limões e laranjas. Ela inventou esse licor.

O sobrinho, depois da guerra, abriu um negócio de restauração perto da vila de Axel Munte.  

A especialidade desse bar era apenas o licor de limão feito com a antiga receita da avó. A verdade, talvez, nunca saberá.  

Além dos diatribes sobre o nascimento deste licor, deve-se dizer que, depois de uma refeição ou de noites quentes, em companhia de esposas, companheiras/os, amigos e convidados, conversando em terraços ou ao beija mar, ou admirando a vista você não pode perder um copo de Limoncello bem gelado para animar a noite.

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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Fettuccine com lula

Fettuccine com lulas



: 4

: 45 min. (com lulas congeladas)

: Media


: Vinho branco seco bem gelado





Ingredientes:
  • 500 gr. de Fettuccine Massa Caseira da Lina;
  • 400 gr. de lulas;
  • 500 gr. de “Pelati “ou molho de tomate
  • 4 colher de sopa de azeite extra virgem
  • 2 dentes de alho;
  • ½ copo de vinho branco seco;
  • Uma punhada de salsa;
  • Pimenta calabresa a gosto.


Modo de Preparo

Descongela as lulas (se tem tempo em uma saladeira grande com água morna ou no micro ondas), corta em tiras ou deixa em anéis, a gosto. Toma uma frigideira, coloca o azeite, os dentes de alho descascados, a metade da salsa picada grossa quando os dentes de alho são dourados adiciona as lulas, mexa e depois de 2 minutos adiciona o vinho , quando é evaporado coloca o molho de tomate o os “Pelati” esmagados com um garfo(se não gosta de pedaços de tomate ante de adicionar-los pode passar no liquidificador) deixa cozinhar a fogo médio baixo até as luvas ficam bem macias, se precisa adiciona água. quente .Encha uma panela de água (1 lt. Cada 100 gr. de massa) 30 gr. de sal grosso (as anchovas e o atum já são salgados) coloca no fogo e espera o ponto de máximo fervor. Quando a água chega a o ponto de máximo fervor joga a massa, ainda congelada, cozinha-a para o tempo escrito na embalagem menos 1 minuto. Escorra as fettuccine jogue-as na frigideira., liga o fogo e deixa cozinhar para 1 minuto mexendo ou pulando, faça os pratos e em cima coloca a salsa.



Bom Apetite!

Lina


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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Cabeça de Touro

Florença, como Roma e outras cidades italianas é rica em monumentos e, consequentemente, de mitos e lendas sobre eles. 

Cabeça de Touro











Uma lenda singular que se conta é sobre a praça principal de Florença, Piazza del Duomo, com sua enorme Catedral de Santa Maria del Fiore e Campanário de Giotto. 

Apenas no lado esquerdo da Catedral, em cima da cornija, você pode observar uma cabeça de bovino. 

Segundo a lenda, a escultura representaria uma cabeça de um touro colocado lá por um dos mestres carpinteiros que trabalhavam na construção da Catedral. 

Diz-se que ele era o amante da esposa de um padeiro que tinha sua própria loja perto da igreja. 

O cara, uma vez descoberto o caso secreto, denunciou o carpinteiro e sua esposa que, sob a lei do tempo, a sentença era a interromper qualquer contato, mesmo que apenas vê-lo seria interpretado como uma ofensa e, portanto, passível com penas mais severas. 

Neste ponto, o carpinteiro, em vingança pelo padeiro que lhe tinha denunciado, colocou a cabeça com chifres de touro (em Itália, os chifres são um símbolo do amor traição) precisamente na direção da casa do padeiro, de modo que cada vez que o homem olhava pela janela ele poderia ver a cabeça de um touro que lembraria essa traição.

Historia? Realidade?...

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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Massa Caseira

Como eu faço massa com ovos


Bom primeira coisa vou dizer a vocês as minhas medidas:

1 Kg de farinha de trigo 1,
10 ovos.
NADA MAIS!

Tomo minha tabula de mármore, boto a farinha e faço um buraco no meio, veja a foto.


Essa coisa pode ser feita também em uma saladeira, tanto faz.

No meio coloco os ovos, depois começo a botar a farinha pra dentro e trabalho com minhas mãos a massa,
digamos para 5 minutos ou um pouco mais, faço uma bola, embalo no filme plástico e deixo descansar para 1 hora. 

Depois desse tempo pego a bola, tiro o filme e começo a trabalhar. 

Eu uso uma maquina para fazer a esfolha veja a foto, se você não tem pode usar o rolo. 

Pronto feita a esfolha você vai decidir qual massa vai fazer.

Se você esta trabalhando com a maquina eu aconselho não chegar a o ultimo nível (a massa fica muito fina é fácil que quebra). 

Olha o tamanho das fettuccine ou espaguete é de 25 cm mais ou menos, mas você pode fazer do tamanho que quer. Feita a esfolha você corta o tamanho.

Se você fiz a esfolha com o rolo enrola-a depois com a faca corta tiras de ½ cm e desenrola, a largura pode ser como você gosta, se as tiras são mais estreitas são espaguetes, se foram mais largas vai chamar de pappardelle.


Esses são só 2 exemplos de massa. 




Se você, da esfolha corta com uma rodela retângulos de 2x4 cm junta no meio (com o indico e o polegar) vai fazer borboletas.







Não gosta ou não tem tempo pra fazer a esfolha? 

Pega um pedacinho de massa do tamanho de uma acerola, empurra com o polegar no meio vai fazer “orecchiette”, pega três palitos, junta-os, na “acerola” de massa coloca-os e enrola vai fazer “cavatelli”




O limite é só sua fantasia!

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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

O Mendigo e o Levantino

Como muitas historias não se sabe se é lenda ou verdade, mas de qualquer forma, é uma bela historia que se conta em Veneza...

O Mendigo e o Levantino



Cesco Pizzigani foi um dos pedreiros mais talentosos em Veneza. Ele participou a construção da fachada da Escola de São Marco, criando, com suas mãos alguns das valiosas perspectivas de jogos que fizeram, a escola, famosa em toda a Europa. 

Alguns anos mais tarde, a esposa do jovem artista, Florinda, adoeceu.  Cesco tentou salvar a vida dela mas, não consegui. Ela morreu, deixando na miséria seu marido, que tinha vindo a vender sua loja apenas para não deixar pedra sobre pedra.

Completamente arruinado, capturado do desespero incurável pela perda de seu amor, Cesco encontrou-se implorando no portal grande da Escola que ele tinha ajudado a construir. De vez em quando, com um prego velho, gostava de praticar sua antiga arte nas laterais da porta, afetando os perfis de navios que todos os dias cargavam e descargavam mercadorias.

No mesmo período, nas proximidades, vivia uma mulher que teve uma criança por um Levantino, um judeu tornar-se sujeito turco que vivia, como muitos outros na sua condição, na ilha de Giudecca.

Agora, muitas vezes, o filho foi para encontrar a mãe e muitas vezes o jovem batia nela, tornando-se uma vítima de seu próprio conflito interior entre ser metade levantino e metade veneziano. A mãe de boa vontade suportou as explosões violentas do filho, amá-lo mais do que sua própria pessoa.

Mas uma noite, em um acesso de raiva, o jovem esfaqueou sua mãe e arrancou o coração para fora. 

Aterrorizado pelo gesto feito, ele fugiu jogando a faca, mas ainda segurando o coração em uma mão. 

Ele correu para a ponte em frente à Escola mas, no primeiro passo na escalada tropeçou e caiu, deixando a tomada. 

O coração caiu no chão, parou, e dele veio uma voz: "Meu filho, você se machucou?".

Louco, o menino correu para a lagoa, em frente ao cemitério, e ele caiu nas águas e se deixou afogar.

Você ainda pode ouvi-lo gemer no silêncio do campo, tentando procurar o coração de sua mãe para sentir o calor do amor nas noites geladas. 

E Cesco?

Cesco dormia sob o portal, como todas as noites.

Ele viu a cena e decidiu imortalizar-la em sua própria maneira, gravando a imagem sobre o mármore.

Hoje no portal, juntamente com os perfis de navios, você ainda pode ver uma figura humana com um grande turbante na cabeça, segurando em uma das mãos um coração humano. 

O coração de uma mãe.

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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Fettuccine CCC

Fettuccine com Creme de Camarões ao Conhaque





: 4

: 20 min


: Media



: Branco seco bem gelado

Ingredientes:


500 gr. de Fettuccine  Massa Caseira da Lina;
300 gr. de camarões descascados;
200 ml de creme de leite;
100 ml de conhaque;
1 colher de sopa de azeite extra virgem;
Uma noz de manteiga;
3 colheres de sopa de passada de tomate;
um pouco de salsa bem picadinha (opcional);
Sal e pimenta do reino moída ou em pó a gosto.

Modo de preparo:


     Encha de água uma panela com borda alta (1lt. cada 100 gr. de massa) 30 gr. de sal grosso, coloca no fogo, no entanto que espera a água chegar ao máximo fervor toma uma frigideira grande (precisa que cabe a massa), coloca o azeite e a manteiga, coloca o dente de alho descascado, deixa dourar, quando é dourado joga fora, adiciona os camarões descascados deixa fritar a fogo baixo para 3-4 minutos adiciona o conhaque e deixa evaporar. Depois adiciona a creme de leite e o tomate, deixa no fogo baixo para 10 minutos. Uma vez  pronto coloca em um processador para alimentos o molho, reservando 4 camarões, bater até ficar uma creme, coloca-o de novo na frigideira, coloca a salsa.  Quando a água chega ao máximo fervor joga a massa ainda congelada, deixa cozinhar o tempo escrito na embalagem menos 3 minutos, escorra a massa, reservando uma concha de água de cozimento, coloca-a na frigideira com o molho e liga o fogo (meia potencia) mistura bem, adiciona sal e pimenta do reino a gosto e a metade da água reservada e deixa cozinhar para 3 minutos mexendo ocasionalmente, se a massa parece seca adiciona outra água. Em cima de cada prato coloca um camarão reservado.

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